Os despertadores começaram a
tocar às 6h30min, pois nosso barco de volta à Colônia do Sacramento partia às
9h30min e não queríamos nos atrasar. Conforme íamos terminando de arrumar as
mochilas, carregávamos o carro no estacionamento da esquina. Saímos depois das
8h só com o café tomado, pois as medialunas recém haviam chegado no hostel
(pegamos algumas para a viagem).
Chegamos com folga no terminal do
Buquebus, fizemos o check-in e fomos tomar mais um café lendo e-mails e as
notícias do Brasil. Enquanto os Chefes Bala e Giu subiram a bordo com os demais
passageiros, o Chefe Dalprá foi embarcar o carro. Voltamos a nos encontrar em
seguida quando, conversa vai conversa vem, alguém comentou sobre os documentos
de entrada e saída dos países pelos quais passamos.
Chefe Dalprá arregalou os olhos porque ninguém tinha lhe cobrado o documento argentino, que deveria ter sido deixado na imigração... Desembarcou e para lá correu a fim de resolver a situação... Nesse meio tempo, o barco recolheu a ponte e estava pronto para partir, quando lhe disseram que teria de ir no próximo ferryboat... Contudo, ao referir à equipe que o estava atendendo que o carro já estava a bordo, as conversas via rádio intensificaram-se para que o barco aguardasse e deixasse-o entrar, o que foi feito... Logo após, todos os passageiros receberam aviso de desculpas pelo atraso na partida, decorrente de uma negligência na fiscalização...
Quinze minutos depois do
previsto, partimos pelo Rio da Prata de volta ao Uruguai. Ao contrário da
primeira travessia, onde fomos em um barco menor e mais rápido (a viagem durou
1h), esta teve uma duração de 3h (o barco tinha cinco pavimentos).
Chegamos ao destino às 13h45min
(horário local - 1h a mais que na Argentina, igual ao horário brasileiro). Calibramos
o GPS ainda no barco, trocamos pesos uruguaios em uma casa de câmbio e pegamos
a Ruta 1 em direção a Montevidéu, onde chegamos 2h depois.
Estacionamos o carro próximo do centro histórico, em frente à estátua suntuosa e ao mausoléu de Artigas, herói nacional. Tiramos algumas fotos, caminhamos pela praça e depois seguimos ao shopping Punta Carretas para almoçar. Pudemos conhecer um pouco a capital uruguaia, que possui arquitetura semelhante à de Buenos Aires, porém sem o glamour desta.
Tomamos um café e voltamos à
estrada para nosso destino final do dia: Punta del Este, a 130km adiante.
Saímos de Montevidéu pela avenida que margeia o litoral, com praias lotadas em
razão do calor da tarde. O percurso foi tranqüilo, com estrada boa, duplicada e
bem sinalizada.
Próximos de Punta del Este, pegamos à direita para conhecer Punta Ballena, famosa pelo museu e hotel de Casapueblo, obra do artista Carlos Paez Vilaró. Paramos para apreciar a paisagem e tirarmos algumas fotos.
Andamos mais alguns quilômetros e chegamos a Punta que, nesta época, também se encontra lotada de turistas. Sempre costeando o mar, fizemos a volta na península e seguimos para La Barra, famosa pela badalação. Chegamos de tardezinha para visitar a praia de Bikini, Chefe Bala ensaiou um mergulho no mar, mas desistiu.
Os prédios, casas, lojas, clubes
de praia impressionam. Fomos em busca do nosso local de pernoite, que havíamos
contato por e-mail e não aceitava reservas. Estava lotado. Por precaução,
havíamos parado em uma pousada na chegada à praia, para onde nos dirigimos e
nos hospedamos.
Show, que maravilha! E a praia de Bikini estava vazia??? Hum........
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